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Educação do futuro: tendências e impactos na sociedade

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As práticas atuais de ensino vêm sendo bastante questionadas nos últimos anos, pois acredita-se que não compreendem mais as necessidades dos estudantes das novas gerações. Por isso, os educadores e instituições de ensino estão cada vez mais voltando os olhos para a educação do futuro, que tende a ser mais personalizada, visando compreender as mudanças em sala de aula.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo World Innovation Smmite for Education (Wise), que pertence à Fundação Catar, até 2030 a maior parte do ensino vai ser personalizada, o que significa que vai acompanhar os interesses e ritmo de cada aluno. Para os 645 especialistas que participaram do estudo, a inovação — social, pedagógica e tecnológica será a palavra-chave para a transformação educacional, incluindo mudanças estruturais no papel do governo, das escolas e professores, e alunos.

Além disso, aponta-se que na educação do futuro as escolas irão atuar em formato híbrido, ou seja, com disponibilização de plataformas online e espaços físicos para que aconteçam as interações sociais entre os estudantes. Nesse modelo, o professor passa de peça central no processo de aprendizagem para mediador da aquisição do conhecimento.

Quer saber mais? Confira, a seguir, quais são as principais tendência no mundo da educação e como elas devem afetar o mercado de trabalho para os educadores!

Educação humanizada

A educação humanizada é considerada uma abordagem de ensino que gera muitos benefícios para as escolas, professores, alunos e sociedade como um todo. Como você viu, uma das tendências da educação do futuro é a personalização de acordo com as características dos estudantes. É exatamente isso que essa metodologia faz, já que considera a individualidade de cada aluno em sala de aula, reconhecendo que cada pessoa é completa, com os seus medos, frustrações e sonhos e, portanto, tem que ser compreendida em sua totalidade.

Embora seja importante e ocupe cada vez mais espaço na educação, o uso massivo da tecnologia pode afetar a formação do aluno como cidadão apto a conviver de maneira plena em sociedade. Assim sendo, a escola precisa ser um local que ajude diretamente não só na construção intelectual, mas também física e emocional do aluno conforme a sua necessidade de formação.

Em parceria com os pais e responsáveis, a escola deve dispor as bases que ajudarão o jovem a construir um futuro saudável e promissor. Desse modo, a individualização da educação e compressão do indivíduo em particular contribui para que ele cresça e potencialize as suas habilidades pessoais e únicas.

Proporcionar uma educação humanizada beneficia o estudante em diferentes aspectos, fazendo com que ele se sinta acolhido, desenvolva a sua inteligência emocional e empatia, e desfrute de um ambiente escolar com menos conflitos.

Uma instituição de ensino que pratica a educação humanizada exige que os seus professores estejam bem preparados, que além das competências técnicas também tenham habilidades comportamentais, as chamadas soft skills, que ajudam na administração das emoções em sala de aula.

Nesse cenário, os educadores precisam estar em um autodesenvolvimento e aprimoramento contínuo, pesquisando por formas inovadoras para introduzir a responsabilidade social e a empatia no ambiente escolar.

Educação colaborativa

Quando têm uma noção maior de quais são as suas capacidades e talentos, os alunos podem agir de maneira mais colaborativa durante as aulas. A tendência de educação colaborativa propõe que o conhecimento seja construído em parceria com o professor e colegas.

O método também inclui as aulas em colaboração com outras disciplinas. Nesse sentido, a realização de projetos interdisciplinares é uma excelente alternativa para aplicar a aprendizagem colaborativa.

Como resultado, a escola tem alunos e docentes de diferentes disciplinas trabalhando juntos para obter um aprendizado que seja global e interativo. Os educadores que seguem essa tendência precisam estar preparados para construir planejamentos que conversem com as demais matérias e incentivem a troca de informações.

Educação que introduz ao pensamento crítico

O padrão atual de educação em que o aluno aprende de forma robótica, sendo condicionado a apenas dar respostas certas vem caindo em desuso, pois já não atende às demandas das novas gerações. Assim, uma das tendências que deve ganhar cada vez mais espaço é a educação que introduz ao pensamento crítico, que faz o estudante questionar o que é trabalhado em sala de aula, de modo a ter novas descobertas e aprender de forma ampla.

Esse formato já tem sido praticado em algumas instituições de ensino e estará ainda mais presente no planejamento das escolas nos próximos anos.

Para esse modelo de ensino, os educadores devem agir como facilitadores para que os estudantes aprendam a se expressar e ter a sua própria opinião sobre os mais diferentes temas abordados em sala de aula. É fundamental criar um ambiente receptivo, em que o aluno se interesse e tenha liberdade compartilhar opiniões e participar da construção do seu conhecimento.

Educação com novas estruturas na escola

O padrão de educação que temos hoje foi moldado na época industrial, quando havia a necessidade de moldar indivíduos homogêneos, que compartilhassem a mesma cultura e estivessem aptos a cumprirem ordens. Essa característica pode ser notada inclusive na estrutura física das escolas, que muitas vezes se assemelha a uma prisão de segurança máxima, onde o aluno é obrigado a ficar durante um período do dia cumprindo ordens dos seus professores.

Para quebrar esse padrão, muitas instituições de ensino já estão investindo em estruturas que proporcionam mais aconchego e liberdade para os estudantes. Na Finlândia, que é um país referência em educação, por exemplo, além de aulas ao ar livre, há escolas em formato de casas, com lugares comuns e que geram mais independência.

Qual a importância da educação do futuro para a Geração Z?

A Geração Z é o nome dado às pessoas que nasceram dos anos 1992 até o início dos anos 2010, depois do surgimento da internet, e que desde pequenas já está familiarizada com as possibilidades da era tecnológica.

Essa geração compreende o funcionamento das ferramentas, utilizando-as diariamente nas suas atividades. Uma das consequências disso é se sentir facilmente entediada quando está conectada. Além disso, a Geração Z, também tem como características a ansiedade extrema, responsabilidade social, desapego das fronteiras geográficas, menos relações sociais e a necessidade de expor a sua opinião.

Os alunos dessa geração tendem a ter dificuldades para se concentrar em uma aula tradicional, por isso é importante que as instituições aceitem as ferramentas tecnológicas e as inclua em suas aulas. Se bem utilizadas, elas podem estimular o interesse dos estudantes e facilitar o aprendizado.

Contudo, é importante ressaltar que os educadores devem avaliar sistematicamente o uso da tecnologia, já que ela deve ser um meio para ampliar conteúdo tratado e não um fim em si.

Sendo assim, a educação do futuro é de suma importância para a Geração Z. Isso porque, além de introduzir a tecnologia no ensino, ela também personaliza a aprendizagem, levando em consideração as características de cada aluno, o que dentre outras coisas, ajuda a formar cidadãos mais conscientes, empáticos e que usam as suas habilidades pessoais a seu favor.

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