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O que esperar do novo normal nas escolas quando a pandemia passar?

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Entre tantas incertezas que a pandemia do novo coronavírus gerou no mundo inteiro, uma delas é pensar como vai ser o novo normal nas escolas quando a rotina das aulas presenciais forem retomadas.

Mesmo que não seja possível afirmar exatamente quando ou como isso vai acontecer, podemos imaginar que novas medidas de segurança deverão ser adotadas e, ainda, temos exemplos de outros países que já estão passando pela fase de reabertura das instituições de ensino.

Você já parou para refletir sobre esse assunto? Aproveite para fazer isso agora e continue a leitura para se informar.

Quais serão as novas medidas nos espaços comuns?

Não dá para dizer que a pandemia trouxe coisas positivas, mas toda essa situação que estamos vivendo, com certeza, serviu para despertar a nossa atenção e trazer aprendizados. Logo, o novo normal nas escolas ou em outros ambientes vai trazer mudanças, pelo menos até que exista uma vacina ou tratamento eficaz contra a COVID-19.

Cada tipo de negócio precisa repensar o seu funcionamento e adotar providências para aumentar a segurança de todos. A volta das aulas presenciais, que ainda nem sabemos quando vai ocorrer, será um recomeço para as instituições de ensino.

Todas as possibilidades devem ser repensadas, desde a existência de filas até o uso do mesmo objeto por várias pessoas. Por exemplo, os bebedouros — que são comuns no ambiente escolar — são fatores de alto risco para a transmissão de vírus respiratórios. Logo, é recomendável que os estudantes tenham suas garrafas individuais para tomar água.

A higienização de todos os espaços vai demandar cuidados redobrados. Banheiros, salas de aula, laboratórios, refeitórios, áreas recreativas e todas as outras vão precisar de uma rotina rigorosa de higiene, incluindo a limpeza com álcool 70% ou outro agente desinfetante.

Contudo, não adianta priorizar somente a parte física. A conduta de todas as pessoas também tem que ser revista, quem sabe até com a determinação de regras a serem seguidas em cada escola. Algumas das opções consideradas são:

  • distanciamento social em todos os ambientes;
  • redução da quantidade de alunos por turma;
  • protocolos de higiene antes e depois de usar objetos comuns;
  • disponibilização de materiais de limpeza em todos os ambientes;
  • adoção de medidas preventivas e de segurança, como o uso de máscara e medição da temperatura;
  • revezamento de aulas por dia da semana para os grupos de alunos;
  • aumento das atividades ao ar livre, se possível;
  • reestruturação dos horários de entrada, saída e intervalos para evitar grandes aglomerações.

Outro ponto muito importante é a saúde emocional de toda a comunidade acadêmica. O período da pandemia proporcionou diferentes dificuldades para todos, em menor ou maior grau. Diante disso, sinais como ansiedade e falta de concentração devem ser comuns. Esse será o momento de acolher as pessoas e contribuir para o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, sem visar apenas o aprendizado técnico.

Um fato interessante é perceber que várias propostas da Pedagogia Waldorf fazem sentido nessa conjuntura.

Além do cuidado com as questões socioemocionais, muitas das atividades comuns em escolas que seguem essa abordagem pedagógica podem ser feitas em casa, como brincadeiras educativas, rodas de música e experimentos práticos. Esse é mais um motivo pelo qual a conexão da família com a instituição de ensino faz a diferença na formação integral do ser humano.

Como garantir a segurança dos pequenos?

A segurança das crianças menores é um dos grandes desafios nesse cenário de retomar os encontros presenciais. Os alunos mais velhos conseguem ter maior consciência e controle das suas atitudes, o que é mais difícil de exigir dos pequenos.

Por isso, as salas de maternal vão requerer maior dedicação, principalmente dos professores e de outros profissionais envolvidos no cotidiano da educação infantil. Com o menor autocontrole por parte dos estudantes, o distanciamento mínimo deve ser ainda mais difícil de manter. Afinal, as crianças pequenas não ficam tão atentas ao dar um espirro ou ao encostar em tudo o que está ao seu redor.

Por exemplo, pode ser necessária a instituição da regra de lavar as mãos com maior frequência durante o período de aula. Essa é uma das ocasiões que vão exigir a atenção do professor ou do ajudante de sala para cumprir o hábito. A ideia é ajudar a construir um comportamento já adequado à nova realidade. Sempre que possível, é válido usar recursos lúdicos para despertar curiosidade e interesse para favorecer o engajamento de todos.

O que podemos aprender com outros países?

É verdade que o novo normal nas escolas está relacionado às condições de cada país para passar por esse processo. Por essa razão, nem sempre as mesmas ações praticadas em outros países poderão ser adotadas na realidade brasileira.

De qualquer forma, vale a pena avaliar as referências de como as escolas em todo o mundo estão se adaptando para a reabertura. Lugares que já passaram pelo pico da doença e começaram a retomar as aulas presenciais têm adotado as regras básicas, como o uso de máscaras e a distância entre os estudantes. É o que acontece na França, China, Coreia do Sul e outros países.

Na Dinamarca, algumas escolas optaram por ministrar aulas em parques e locais abertos. Enquanto isso, na Austrália, o ensino híbrido (que combina o presencial e o virtual) tem sido uma opção para viabilizar um retorno gradual.

Já no Canadá, a expectativa é que a reabertura das escolas seja progressiva como um teste para o próximo ano letivo, pois, no hemisfério Norte, o calendário escolar acaba em junho e começa em meados de setembro. Inclusive, o diretor de educação da Nelson Waldorf School aponta que a intenção é abrir as portas em breve, mas seguindo as orientações da Federação de Escolas Independentes.

Enfim, o novo normal nas escolas realmente não vai ser um simples retorno ao modo que estávamos acostumados a viver antes. A pandemia vai trazer mudanças significativas e as escolas precisam ficar atentas para continuar promovendo um ensino de qualidade mesmo com possíveis limitações e necessidades de adaptação.

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Foto: Estefi Machado.

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