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Descubra qual o papel do professor na primeira infância

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A primeira infância é uma fase marcada por muitas descobertas e aprendizados, como o convívio social com outras crianças, além do desenvolvimento de capacidades motoras e cognitivas. O professor tem um importante papel nesse processo de crescimento e conhecimento dos pequenos, uma vez que ele será o principal responsável por estimular o desenvolvimento cerebral e a aquisição de novas habilidades que serão úteis para o resto da vida.

Logo, o professor tem muita responsabilidade perante os pais e seus filhos. Por isso, ele precisa buscar o desenvolvimento pessoal e aprimoramento contínuo de sua capacidade de ensinar e observar o ambiente ao redor. A seguir, ajudamos você a entender melhor a influência do educador no ensino infantil.

Como o professor interfere na formação durante a primeira infância?

O vínculo criado entre o professor e a criança nos primeiros anos de vida tem papel primordial na construção da afetividade em sala de aula. Esse acolhimento dos pequenos contribui para o sentimento de segurança e liberdade para aprender e desenvolver habilidades.

A primeira infância é o momento em que a criança está desenvolvendo seu corpo físico, habilidades motoras e aspectos cognitivos. Tudo que ocorre ao seu redor torna-se um aprendizado que vai transformar a forma com que utiliza seu corpo.

“Nós percebemos que quanto mais a criança desenvolve as atividades e processos a partir de si mesma, que ela tem autonomia para fazer as coisas, isso é algo que naturalmente se transformará em um processo de autoconfiança. Então, o professor, nesse sentido, vai justamente gerar um ambiente para que a criança possa se desenvolver”, explicou Glauce Kalisch, coordenadora de grupo de estudos na Faculdade Rudolf Steiner.

Para Glauce, o profissional tem o papel de proporcionar um ritmo saudável ao desenvolvimento das potencialidades da criança, amparando em suas dificuldades e colocando limites.

Por que o profissional deve desenvolver um bom relacionamento com as crianças?

A pedagogia Waldorf entende que a criança não chega para a educação infantil como uma página em branco. Ela já surge com uma história que vem desde sua concepção. Sendo assim, o papel do professor é entender como “ler” essa criança, saber escutá-la, reconhecer sua história e aprender com ela. “É gerar um espaço para essa criança ser quem ela é”, salientou Kalisch.

Nesse sentido, o papel da escola é oferecer um ambiente para a criança desenvolver sua autonomia, poder brincar de forma livre e sem muitas interferências. “A gente vive certa inversão às vezes em casa, onde o adulto senta para brincar com a criança e tenta conduzir a brincadeira, mas acaba deixando a criança tomar decisões importantes como qual será o programa da família no final de semana, o que ela vai comer ou vestir, sendo que ela não tem discernimento para isso”, explicou Glauce.

Portanto, o ideal é os pais e os professores criarem um ritmo de atividades em que as crianças não precisem se preocupar com a tomada de decisões. Os adultos cuidam dos aspectos básicos como higiene, alimentação e sono, e a criança decide como vai brincar. É nesse momento que ela se apropria do mundo.

“Aquilo que a criança precisa desenvolver, ela vai fazê-lo a partir desse encontro que terá com o mundo nesse brincar. Ela é amparada pelo adulto nesse sentido, que vai de novo voltar para esse lugar,” salientou Kalisch.

Como tornar o processo de ensino-aprendizagem mais fácil na primeira infância?

Durante a primeira infância, a criança precisa aprender a ser ela mesma. Entender sobre o seu corpo, o mundo ao seu redor, compreender como as coisas funcionam e qual é a ordem da natureza.

Por isso, a pedagogia Waldorf entende que o principal objetivo do professor não é tanto a escolarização da criança. Primeiro, ela precisa vivenciar o mundo por si para depois partir para a abstração do que é uma letra e um número.

“Ela vai vivenciar um processo de fazer um pão, por exemplo. O pão não vem pronto de um saquinho da padaria. O que isso envolve? Quando ela vivencia esse processo, ela cria uma base para si, que aí sim vira esse conhecimento cognitivo, que a sociedade acaba reconhecendo e dando esse valor”, exemplifica a coordenadora de grupo de estudos na FRS.

Ela ainda ressalta: “do que adianta a criança saber escrever o nome, se ela mal sabe colocar o sapato, se ela não sabe cuidar de si? Esse lugar do ensino primeiro é amparado por uma base e formação do indivíduo. A criança cria seu corpo e, aí sim, ela cria um processo de abstração de conhecimento e, principalmente, de entender também esse lugar no [contexto] social. Ela convive socialmente com crianças de outras idades. A criança menor almeja se tornar grande como as outras crianças com as quais ela convive e ter as habilidades que elas têm. Assim, esse processo se dá de uma forma natural”.

Portanto, é essa forma de vivenciar a primeira infância por meio de brincadeiras e experiências que vai tornar o processo ensino-aprendizagem mais fácil para os pequenos.

Qual é a importância de acompanhar e monitorar o desenvolvimento dos alunos?

Todo ser humano precisa ter contato com outras pessoas para se desenvolver, e isso não poderia ser diferente com os pequenos. Uma criança sem contato com adultos, por exemplo, não vai conseguir falar, ficar de pé ou caminhar. Por isso, o convívio com os outros é muito importante.

A ferramenta que a criança tem para aprender é a imitação. Ela vai se desenvolver e interiorizar a partir de exemplos. O papel do educador é zelar pelo ambiente para que isso aconteça. Sendo assim, ele precisa avaliar: o que posso oferecer no espaço para a criança imitar e se desenvolver?

“São justamente esses processos com começo, meio e fim. Os gestos que implicam, seja o preparo de uma sopa, de um pão, de uma farinha, seja o processo de lavar a roupa, que vão possibilitar a essa criança imitar, aprender e se formar. O adulto tem a responsabilidade de apresentar esse mundo para a criança, tendo interesse nela. A criança, tendo interesse pelo adulto, admira esse adulto e, assim, o desenvolvimento humano se dá”, explicou Glauce.

Logo, pode-se perceber que o papel do professor durante a primeira infância é criar um ambiente acolhedor e seguro para a criança descobrir o mundo ao seu redor, experimentar e desenvolver novas habilidades.

A Faculdade Rudolf Steiner prioriza a educação humanizada por entender que cada indivíduo tem uma história e pode aprender com o outro. Os futuros professores precisam também desenvolver a sensibilidade e a inteligência emocional para saber lidar com os obstáculos e entender o contexto de uma sala de aula.

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