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Veja experiências de solidariedade na educação neste momento de crise

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A crise foi uma das consequências evidenciadas pela pandemia do coronavírus. Diversos problemas já existiam há muito tempo, mas foram intensificados ou percebidos somente agora. Nesse contexto, os exemplos de solidariedade na educação servem de referência para todos nós.

A preocupação com a sociedade é um aprendizado que podemos tirar desse momento de calamidade. Mesmo quem não contraiu a doença pode ter sido afetado de diferentes maneiras, o que reforça a importância dos atos solidários para tentar ajudar quem está passando por uma situação difícil.

Que tal conhecer alguns exemplos de quem está fazendo a diferença? Não deixe de acompanhar a leitura até o final!

Colégio Waldorf Micael (SP)

A campanha “A fome não espera“, que surgiu no Colégio Micael, foi idealizada por um grupo de mães de alunos que resolveram se juntar para auxiliar famílias do bairro Jardim Boa Vista que estavam passando por dificuldades financeiras em virtude dos efeitos da pandemia.

Com o movimento delas, outras pessoas se interessaram pela oportunidade de contribuir, e a própria escola disponibilizou um canal de comunicação para que os comprovantes de depósitos bancários fossem enviados.

Então, foi feita uma parceria com um pequeno mercado local, que inclusive pertence ao pai de uma ex-aluna. As voluntárias encaminham os vouchers para as famílias necessitadas para que elas consigam fazer as compras de acordo com suas necessidades.

Colégio Loyola (MG)

A iniciativa no Colégio Loyola, de Belo Horizonte (MG), partiu de uma estudante do terceiro ano do Ensino Médio. Mel Cristina teve a ideia de oferecer ajuda para os estudantes que devem participar da próxima edição do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e estão com dificuldades com o estudo virtual, já que as aulas presenciais foram suspensas.

Depois de ler as notícias sobre a realidade brasileira, ela se dispôs a tirar dúvidas e fornecer materiais escolares para quem precisasse. Sua atitude teve uma boa repercussão e influenciou outras pessoas a fazer o mesmo.

O grupo de Jovens Pensadores do Colégio Loyola entrou na parceria para tentar aprimorar o processo e atingir mais estudantes. Essa foi a forma que Mel encontrou para ajudar e, segundo ela, não deixa de ser uma chance de desenvolver sua própria aprendizagem, a capacidade de comunicação e outras habilidades socioemocionais.

Colégio Santa Maria (SP)

A distribuição de cestas básicas para a população carente é mais um exemplo solidário nas circunstâncias que estamos vivendo. A equipe de Educação Para Jovens e Adultos (EJA) do Colégio Santa Maria se organizou para fazer esse trabalho com os alunos e trabalhadores mais necessitados.

Uma professora da mesma escola se tornou voluntária em dois projetos e serviu de referência para a sua comunidade. Um deles é apoiar imigrantes bolivianos que trabalhavam na confecção de vestuários e que agora estão fazendo máscaras reutilizáveis para garantir a sobrevivência. Além disso, ela está engajada em um outro projeto de doação de itens de higiene e proteção para moradores de rua.

O Instituto das Irmãs da Santa Cruz, que é o mantenedor do colégio, decidiu participar desse conjunto de ações e doou centenas de cestas básicas e tendas para tribos indígenas (da Região Sul e do estado do Mato Grosso) que vivem em estado de vulnerabilidade social. Esse é um exemplo de que vale ajudar a sociedade local e também pensar nas pessoas que estão mais distantes.

Escola Municipal Afonso Guerreiro Lima (RS)

Em alguns casos, a solidariedade parte do setor privado. O SindBancários de Porto Alegre foi uma das instituições que se mobilizou para beneficiar as pessoas envolvidas com a educação da cidade.

A Escola Municipal Afonso Guerreiro Lima é uma referência de ensino na capital rio-grandense, sendo que suas turmas são formadas por alunos que sentiram o impacto de todos os acontecimentos da pandemia. Os recursos básicos começaram a faltar e o sindicato não esperou medidas públicas serem tomadas, tendo a atitude de distribuir várias cestas básicas para as famílias.

A campanha continua, inclusive aceitando doações de terceiros que queiram doar qualquer valor.

Makers Contra a Covid-19

Seguindo os princípios do movimento maker, vários alunos, professores e voluntários estão se juntando no projeto Makers Contra a Covid-19 para produzir equipamentos de proteção contra a disseminação do coronavírus. O objetivo é ajudar a diminuir o déficit desses recursos no cenário brasileiro.

Os protetores faciais (também conhecidos como face shields) próprios para uso em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) podem ser criados com a ajuda da tecnologia — principalmente de cortadoras a laser e impressoras 3D.

Essa foi a maneira encontrada por pessoas que têm acesso a esse tipo de equipamento e queriam ajudar os profissionais de saúde. Os principais destinos da produção são os hospitais do SUS (Sistema Único de Saúde) e todos aqueles que estão na linha de frente do combate à doença.

Escola Dendê da Serra (BA)

A Escola Dendê da Serra é um projeto filantrópico com objetivo de integração social. Ela oferece acesso ao ensino de qualidade para estudantes menos favorecidos na condição de bolsistas integrais. Há também os alunos pagantes e os filhos de colaboradores que ajudam a compor a comunidade escolar, localizada no sul da Bahia.

A educação tem como base a pedagogia Waldorf e abrange a educação infantil e o ensino fundamental completo. Com a chegada do coronavírus e a suspensão de várias atividades econômicas na região, as iniciativas começaram a surgir para atender aos mais necessitados de toda a comunidade.

A primeira fase da campanha da instituição conseguiu distribuir mais de 60 cestas básicas e ainda ajudou os grupos Mães Solidárias e Circo da Lua — o primeiro é formado por voluntárias que fazem sopa para famílias carentes e o segundo atua na doação de frutas e brinquedos para crianças.

Escola Waldorf Rudolf Steiner (SP)

Esse é mais um exemplo de uma escola da pedagogia Waldorf que tem promovido atos solidários durante a pandemia. A Escola Waldorf Rudolf Steiner está atuando na distribuição de cestas básicas, refeições prontas, máscaras de pano, fraldas, itens de higiene e outros materiais para famílias que estão em situação de maior vulnerabilidade.

As próprias famílias dos alunos se mobilizaram para ajudar, inclusive fazendo pães caseiros para serem distribuídos semanalmente na comunidade Horizonte Azul, em São Paulo.

Enfim, a solidariedade na educação e em todos os outros âmbitos é uma atitude mais do que especial neste momento. É hora de pensar na sociedade como um todo e usar esses exemplos como inspiração para ajudar o próximo da maneira que cada um puder, não é verdade?

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Foto: Ronaldo de Oliveira

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